Apesar do anúncio sutil de que o novo FinalCut 7 terá funções para gravação de vídeos em Blu-ray, Steve Jobs usou a expressão "A bag of hurt" para descrever o que significa a adoção desse formato como padrão para os drives ópticos nos Macs. Apesar de estar de bem com a Sony isso não significou o fim dos seus problemas.
A adoção do Blu-ray nos Macs seria aceitar o novo formato como padrão, principalmente porque a linha Pro é querida pelos profissionais de vídeo que certamente vão aumentar a cobrança sobre o assunto.
Jobs citou diversos problemas como licenciamento, preço das mídias comparado à um HD externo e a penetração atual do formato para a decisão, mas pessoalmente a medida é política. Nessa área seria importante a gravação da mídia, mas há o outro lado, também importante.
A Apple aposta na distribuição de áudio e vídeo na iTunes Store na internet e usa iPods, iPhones e Macs como receptores para a veiculação do conteúdo. Mas a tela que interessa, do televisor, é atendida pela Apple TV, set-top box da empresa.
Nesse cenário o Blu-ray não interessa à Apple. Com a indecisão sobre o formato padrão entre Blu-ray e HD-DVD a Sony, patrona do formato, perdeu tempo para levar o padrão ao mercado como o sucessor natural do DVD. Simultaneamente, os países do Norte viram a distribuição digital evoluir e se popularizar - sem a mesma qualidade que o Blu-ray, mas com a facilidade do download em casa e da oferta cada vez maior.
Resumindo, atualmente até existem drives Blu-ray para Macs, mas a situação é tão estranha que somente o amor de seus usuários pode explicar o fato de poder gravar dados, ler dados, gravar filmes, mas não poder assistí-los.